Petroleo Brasileiro SA · BMFBOVESPA:PETR3

Petroleo Brasileiro SA — Petrobras — Technical Presentation (June 2001)

46 slides from Petroleo Brasileiro SA's technical presentation, Jun 22, 2001

  1. Slide 1: Comissão de Sindicância - Acidente da P-36

    POMISSAO DE SINC ANCA APIDENTE DA 9.36

  2. Slide 2: Comissão de Sindicância da P-36

    Comissão de Sindicância da P-36 Carlos HELENO Netto Barbosa Coordenador - Sondagem e Logística SSE CID Guilherme P Valerio SMS Corporativo RONALDO DIAS Ativo de Produção de Roncador Carlos BARTOLOMEU Bastos Barbosa Engenharia Básica de Produção – CENPES José Antônio de FIGUEIREDO Engenharia de Produ

  3. Slide 3: Escopo da Investigação e Resultados Apresentados

    Escopo da Investigação e Resultados Apresentados ESCOPO DO TRABALHO: Determinar as causas do acidente Fatores contribuintes para que a plataforma perdesse a estabilidade Recomendar medidas para eliminação/controle destas causas e fatores À COMISSÃO FOI GARANTIDA TOTAL AUTONOMIA E AUTORIDADE PRODUTO

  4. Slide 4: Metodologia da Investigação do Acidente da P-36

    Metodologia da Investigação do Acidente da P-36 O Acidente 15/03/2001 Witness Statements Photographs Video Computer Records Documentation Obtenção de Dados e Informações Escopo da Verificação pela DNV Escopo da Investigação do Acidente Elaboração do Timeline do Acidente Desenvolvimento de Hipóteses

  5. Slide 5: Coleta de Informações

    INVESTIGAÇÃO COLETA DE INFORMAÇOES A PRINCIPAL FONTE (P-36) DE INFORMAÇÕES FOI PERDIDA 64 ENTREVISTAS DOCUMENTAÇÃO/MATERIAIS RESGATADOS DA P-36 – Livro de Passagem do Serviço do Lastro – Boletins Diários de Produção – Boletins de Situação Operacional (SITOP) – Relatório de Tratamento de Anomalias (R

  6. Slide 6: Análise de Fotografias e Vídeos

    INVESTIGAÇÃO COLETA DE INFORMAÇOES Análise de Fotografias e Vídeos Operação Normal Após naufrágio Após acidente

  7. Slide 7: Registros Magnéticos

    INVESTIGAÇÃO COLETA DE INFORMAÇOES Registros Magnéticos •Registros de Fogo e Gás recuperados •11800 registros •1723 registros entre 1o e 2o eventos (17 minutos ) •Requerido trabalho de processamento destes dados

  8. Slide 8: Documentação de Projeto

    INVESTIGAÇÃO Documentação de Projeto COLETA DE INFORMAÇOES

  9. Slide 9: Análise do Timeline

    INVESTIGAÇÃO Análise do Timeline Data/Horário Sistema Descrição

  10. Slide 10: HAZOP - Falha em Riser

    INVESTIGACAO Falha em Riser Date: Participantes do HAZOP Coordenador do HAZOP simplificado: | 1 |Descrigao do cenario de acordo com a Comissao de Sindicancia Fisicamente possivel? Caso afirmativo, como? Fatores contribuintes necessarios Indicadores do cenario antes do evento (verificavel} Dispositiv

  11. Slide 11: Análise de Estabilidade

    INVESTIGAÇÃO Análise de Estabilidade

  12. Slide 12: Dispersão de Gases e Análise da Explosão

    INVESTIGAÇÃO Dispersão de Gases e Análise da Explosão Concentração de gás na coluna (Corte Horizontal) Explosão por sobrepressão

  13. Slide 13: Visita à plataforma irmã Jack Bates

    INVESTIGAÇÃO Visita à plataforma irmã Jack Bates Jack Bates tem o mesmo projeto Tubulação de água de serviço feito por Friede & Goldman e tubulações de vent no 4o nível

  14. Slide 14: Desenhos especialmente criados

    INVESTIGAÇÃO Zonas danificadas Desenhos especialmente criados

  15. Slide 15: Desenhos especialmente criados

    INVESTIGAÇÃO Detetores de gás e sua lógica Registros dos detectores de gas e ação dos dampers Desenhos especialmente criados

  16. Slide 16: Auditoria do Sistema de Gestão de Segurança

    INVESTIGAÇÃO Auditoria do Sistema de Gestão de Segurança

  17. Slide 17: A Plataforma

    A PLATAFOR M A MAIN DE CK SEC O ND DEC K COL UNA FL ST UT AB UA ILI DO TY R BO X

  18. Slide 18: Detalhamento da Plataforma

    Detalhamento da Plataforma COLUNA POPA BORESTE MAIN DE CK SEC O ND DEC K COL UNA FA IR L EA RD BO X PO ST AB NT ILI OO TY N BO X

  19. Slide 19: Detalhamento da Coluna

    Detalhamento da Coluna SECOND DECK TANK TOP SEGUNDO PISO TERCEIRO PISO QUARTO PISO TUBO DE RECALQUE DE ÁGUA DO MAR QUINTO PISO

  20. Slide 20: Detalhamento do Pontoon

    Detalhamento do Pontoon QUARTO PISO BOMBA DE ÁGUA DE REFRIGERAÇÃO (CAPTAÇÃO DE ÁGUA DO MAR) PONTOON

  21. Slide 21: Detalhamento da Coluna

    Detalhamento da Coluna MAIN DECK SECOND DECK TANK TOP DUTOS DE VENTILAÇÃO DUTOS DE EXAUSTÃO TERCEIRO PISO

  22. Slide 22: Detalhamento da Coluna

    Detalhamento da Coluna TANK TOP WASTE OIL TANK TERCEIRO PISO TANQUE DE DRENAGEM DE EMERGÊNCIA QUARTO PISO TUBO DE RECALQUE DE ÁGUA DO MAR

  23. Slide 23: 1º Evento: Ruptura do Tanque de Drenagem de Emergência

    Eventos do Acidente da Plataforma P-36 1o Evento: Ruptura do Tanque de Drenagem de Emergência na coluna de popa-boreste Admissão indevida de hidrocarbonetos e, em seguida, de água no tanque Sobrepressão interna e ruptura do tanque Sentido impacto às 00:22 h do dia 15 de março de 2001 Danos em equipa

  24. Slide 24: Eventos do Acidente da Plataforma P-36

    Eventos do Acidente da Plataforma P-36 VÁLVULA VÁLVULA DO DO HEADER CAISSON

  25. Slide 25: 2º Evento: Explosão

    Eventos do Acidente da Plataforma P-36 2o Evento: Explosão, danos, impacto e morte de integrantes da brigada Gás do 4o piso alcança os níveis superiores da plataforma e forma mistura explosiva Fonte de ignição provoca explosão da mistura de gás Ocorre forte explosão na área da coluna de popa-boreste

  26. Slide 26: 3º Evento: Alagamento e naufrágio

    Eventos do Acidente da Plataforma P-36 3o Evento: Alagamento de espaços e naufrágio da plataforma Alagamento do 4o piso da coluna de popa boreste devido à ruptura do TDE, da linha de sea water e do acionamento das bombas de sea water Alagamento das salas de bombas, dos propulsores e sala de injeção

  27. Slide 27: Resultado da Análise de Estabilidade

    Resultado da Análise de Estabilidade O alagamento dos compartimentos intercomunicados induziu a plataforma a afundar e inclinar mais de 16 graus, por volta das 8:15h do dia 15/03/2001, sendo suficiente para mergulhar as aberturas dos paióis de amarras, situação essa mais crítica do que a máxima cond

  28. Slide 28: Abertura do paiol de amarras

    Resultado da Análise de Estabilidade Abertura do paiol de amarras

  29. Slide 29: Hipóteses investigadas e rejeitadas

    Hipóteses HIPÓTESES INVESTIGADAS, AVALIADAS e REJEITADAS PARA 1o e 2o EVENTOS PORQUE NÃO FORAM ENCONTRADAS CAUSAS ÓBVIAS, FORAM ANALISADOS VÁRIOS CENÁRIOS • TANQUE DE WASTE OIL; • SISTEMA DE COMPRESSÃO DE GÁS / VENTILAÇÃO DA COLUNA, DO PONTOON E ÁREAS/SALAS DE POPA BORESTE; • FALHA NOS RISERS/CONEXÕ

  30. Slide 30: Hipóteses desconsideradas por falta de evidências

    Hipóteses HIPÓTESES DESCONSIDERADAS POR FALTA DE EVIDÊNCIAS PARA 1o e 2o EVENTOS • GOLPE DE ARIETE • SABOTAGEM • SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO • DESALINHAMENTO DE TUBULAÇÕES; • ABALROAMENTO • MANUSEIO DE CARGAS • SISTEMA DE ÓLEO DIESEL

  31. Slide 31: Conclusões

    Conclusões As conclusões aqui apresentadas têm como base os relatos, registros dos sistemas de Fogo&Gás e Emergency Shut Down, documentação recuperada na plataforma e existente nos registros da Petrobras. Foram efetuados estudos específicos com o objetivo de dar o devido suporte técnico às hipóteses

  32. Slide 32: Conclusões: Quanto ao sinistro

    Conclusões Quanto ao sinistro A Comissão concluiu, com base nas informações disponíveis, que a hipótese provável para a seqüência de eventos foi: Uma sobrepressurização do Tanque de Drenagem de Emergência (TDE) de Boreste com uma mistura de água, óleo e gás, provocou o seu rompimento mecânico, liber

  33. Slide 33: Conclusões: Quanto ao sinistro

    Conclusões Quanto ao sinistro Decorridos 17 minutos, o gás disperso, em contato com uma fonte de ignição, inflamou-se, causando uma grande explosão que atingiu parte da brigada de incêndio e acarretou grandes danos físicos à plataforma. Após tentativas frustradas de recuperar a estabilidade da unida

  34. Slide 34: Conclusões: Quanto às causas

    Conclusões Quanto às causas que levaram ao sinistro Como todo acidente de grande porte, o da P-36 não foi conseqüência de uma única causa, mas sim de um conjunto de fatores.

  35. Slide 35: Causas prováveis do acidente

    Conclusões Quanto às causas que levaram ao sinistro Abaixo são apresentadas as causas prováveis do acidente : Ocorrência imprevista de fluxo pela válvula de admissão do TDE de boreste associada ao raqueteamento do vent e ausência de raquete na válvula de admissão, ocasionando sobrepressurização e ro

  36. Slide 36: Causas prováveis do acidente (cont.)

    Conclusões Quanto às causas que levaram ao sinistro Falha dos atuadores no fechamento dos dampers estanques da ventilação, permitindo comunicação dos compartimentos habitáveis estanques da coluna e submarino (pontoon); Abertura do tanque 26S e do void 61S para inspeção sem procedimento que estabelec

  37. Slide 37: Recomendações

    Recomendações Determinar ao E&P a análise da abrangência dos problemas aqui apontados e a implantação de um Programa de Excelência Operacional nas Unidades Marítimas de Produção. A despeito de ser prática encontrada na indústria do petróleo a Comissão recomenda que seja tomada a decisão gerencial de

  38. Slide 38: Áreas indicadas para melhoria

    Áreas indicadas para melhoria Durante os trabalhos da Comissão de Sindicância, foram identificadas áreas passíveis de melhoria que, embora não relacionadas diretamente com o acidente, necessitam ser avaliadas e contempladas na elaboração e implantação do Programa de Excelência Operacional nas Unidad

  39. Slide 39: Definição de responsabilidades

    Áreas indicadas para melhoria Melhorar a definição de responsabilidades no que tange à operação, manutenção e supervisão das áreas de produção, utilidades e controle de estabilidade. – Exemplos: Supervisão/operação de equipamentos de facilidades interligados ao processo (Waste Oil Tank, TDE);operaçã

  40. Slide 40: Dimensionamento e capacitação da equipe

    Áreas indicadas para melhoria Rever o dimensionamento e aprimorar a capacitação da equipe própria, de modo a atender a complexidade das instalações e das operações envolvidas, o emprego de novas tecnologias, importância estratégica das instalações para o negócio da Companhia e evitar o acúmulo de fu

  41. Slide 41: Priorizar atividades de manutenção

    Áreas indicadas para melhoria Reestruturar e priorizar as atividades de manutenção de modo a garantir: – Cumprimento dos programas de manutenção preventiva/preditiva; – Reimplantação da engenharia de manutenção; – Conclusão da implantação efetiva do RAST; – Eliminação de rotinas de manutenção preven

  42. Slide 42: Gerenciamento das mudanças

    Áreas indicadas para melhoria Sistematizar o processo de gerenciamento das mudanças de modo a garantir que as alterações no projeto somente sejam implementadas após a análise de riscos, atualização da documentação, aprovação dos órgãos competentes e treinamento da equipe de operação e manutenção. Pa

  43. Slide 43: Procedimentos e Planos de Emergência

    Áreas indicadas para melhoria Aprimorar os Procedimentos e Planos de Emergência no que concerne, dentre outros, aos seguintes tópicos: – Ida da brigada de incêndio diretamente para o local da ocorrência; – Preservação da estanqueidade dos compartimentos em caso de alagamento; – Meios a serem utiliza

  44. Slide 44: Capacitação em controle de estabilidade e lastro

    Áreas indicadas para melhoria Investir na capacitação técnica da atividade de controle de estabilidade e lastro, promovendo treinamentos de reciclagem, de controle de emergência e específicos para cada unidade. Garantir que a documentação das unidades esteja atualizada e disponível a bordo e na gerê

  45. Slide 45: Reavaliar requisitos de projeto e filosofia de segurança

    Áreas indicadas para melhoria Reavaliar os requisitos de projeto e a filosofia de segurança do E&P de modo a contemplar: – Classificação de áreas mais rigorosa; – Restrição ao uso de requisitos alternativos de estabilidade em avaria; – Restrição à utilização conjunta de sistemas vitais das unidades

  46. Slide 46: Citação sobre acidentes graves

    “ Todo acidente grave é singular, porque adiciona vários elementos que se encontram assim apenas uma vez.” Gerard Mendel, in Acidentes Industriais, o custo do silêncio, Michel Llory, MultiMais Editorial, 1999

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